O Diamante que Corta Aflições, Ignorância, ou Ilusão.

O Sutra do Diamante e o Estudo da Sabedoria e do Vazio

O ser humano é uma parte do todo a que chamamos universo, uma parte limitada no tempo e no espaço. Ele concebe a si mesmo, as suas idéias e sentimentos como algo separado de todo o resto - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais e reserva a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior. (Albert Einstein)

A única parte que devo discordar da frase de Albert Einstein, é quando ele afirma que “ninguém conseguirá”, e O Sutra do Diamante foi deixado por Buddha para que todos que se empenharem, possam conseguir. Ele foi deixado para isto.

O vazio não pode ser expresso em palavras. No entanto, para perceber a sabedoria e a natureza do vazio, precisamos recorrer a alguns meios para falar sobre a Ideia da Verdade Fundamental.

O Sutra do Diamante é uma jóia da literatura religiosa do mundo.

O título do sutra em sânscrito, Vajracchedika Prajnaparamita Sutra, é traduzido como O Lapidador de Diamantes da Perfeição da Sabedoria Transcendental, que é a realização ou experiência direta do sunyata (vazio) ou Nirvana.

Thich Nhat Hanh diz que o título significa “o diamante que corta aflições, ignorância, ou ilusão”.


Muitos leem o Sutra do Diamante na esperança que o infortúnio não aconteça e as suas vidas sejam longas e abençoadas. O Sutra do Diamante também é recitado para libertar todos os seres sem a noção de um "eu" e libertar dos apegos (hábitos) e das prisões que estes ocasionam”.

O Sutra do Diamante, descreve o Budha histórico morando no bosque de Anathapindika com 1.250 monges. A maior parte do texto toma a forma de um diálogo entre o Budha e um discípulo chamado Subhuti. Nesse diálogo Buddha desconstrói até a si mesmo como figura simbólica, assim como todos os padrões arquetípicos existentes.


Estudiosos acreditam que o Sutra do Diamante foi escrito na Índia em algum momento do século II dC. Acredita-se que Kumarajiva tenha feito a primeira tradução para o chinês em 401 EC, e o texto de Kumarajiva parece ser o mais traduzido para o inglês.


O príncipe Chao-Ming (501-531), filho do imperador Wu da dinastia Liang, dividiu o Sutra do Diamante em 32 capítulos e deu a cada capítulo um título. Esta divisão de capítulos foi preservada até hoje, embora os tradutores nem sempre usem os títulos do Príncipe Chao-Ming.


O Sutra do Diamante desempenhou um papel importante na vida de Huineng (638-713), o sexto patriarca de Chan ( Zen ). Está registrado na autobiografia de Huineng que quando ele era um adolescente vendendo lenha em um mercado, ele ouviu alguém recitando o Sutra do Diamante e imediatamente se iluminou.


Acredita-se que o Sutra do Diamante foi traduzido do sânscrito para o tibetano no final do século VIII ou início do século IX. A tradução é atribuída a um discípulo de Padmasambhava chamado Yeshe De e a um erudito indiano chamado Silendrabodhi.

Um manuscrito ainda mais antigo do Sutra do Diamante foi descoberto nas ruínas de um mosteiro budista em Bamiyan, Afeganistão, escrito em uma linguagem de Gandhara.


O mais antigo livro datado do mundo

Um pergaminho impresso em madeira completo do Sutra do Diamante, datado de 868 dC, estava entre vários textos preservados em uma caverna lacrada perto de Dunhuang, na província de Gansu, na China.

Em 1900, um monge chinês, o abade Wang Yuanlu, descobriu a porta selada para a caverna e, em 1907, um explorador húngaro-britânico chamado Marc Aurel Stein pôde ver dentro da caverna.

Stein escolheu alguns pergaminhos aleatoriamente e comprou-os do abade Wang. Eventualmente, esses pergaminhos foram levados para Londres e entregues à Biblioteca Britânica.

Demoraria alguns anos até que os acadêmicos europeus reconhecessem o significado do pergaminho do Sutra do Diamante e percebessem sua idade. Foi impresso quase 600 anos antes de Gutenberg imprimir sua primeira Bíblia.



Sobre O Sutra

O Sutra do Diamante fala principalmente sobre a impermanência. Mas talvez passe batido para muitos a chave que é dada por Budha ao dicípulo e a quem lê com atenção, logo na “Seção 3. O Verdadeiro Ensinamento do Grande Caminho”.


Os versos do Sutra do Diamante abordam a natureza da realidade e a atividade dos bodhisattvas. Ao longo do sutra, o Budha nos instrui a não ficarmos presos a conceitos e características distintivas, e desconstrói até mesmo a imagem mítica do Buddha.


O sutra trás um texto profundo e sutil, não destinado a ser lido como um manual de instruções. Embora Huineng tenha se iluminado quando ouviu pela primeira vez o sutra, outros grandes professores disseram que o texto se revelou a eles lentamente.

Se você quiser explorar o Sutra do Diamante, junte-se ao grupo de estudos para trocar experiências e aprender em conjunto com outras pessoas que estão no mesmo estudo.

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PDF do SUTRA DO DIAMANTE

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ÁUDIO DO SUTRA: https://soundcloud.com/oleneferreiravilela/sutra-do-diamante-o-lapidador?in=oleneferreiravilela/sets/poema

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A palavra sânscrita Tathagata é um título para um buddha, alguém que realizou a iluminação.

O Tathagata significa “alguém que foi além da existência comum e não retornará!, “alguém que está apresentando iluminação no mundo”, “Aquele que se tornou perfeito” e “Aquele que descobriu a verdade”.

“Tudo o que é visto, ouvido, sentido, cognido, alcançado, buscado e refletido pela mente”, é totalmente compreendido por um Tathagata.

A partir do momento em que um ser realiza a completa iluminação até que ele passe para o Nirvana, não deixando vestígios para trás, o que ele ensina é simplesmente ( tatha ) e não o contrário.

O que ele faz é na maneira de ( tatha ) o que ele ensina. Da mesma forma, o que ele ensina é o que ele faz. Por estas razões, o Budha é chamado o Tathagata.


Também significa O Tao, O Tudo e O Vazio.


Tathata é uma palavra usada para “realidade” ou como as coisas realmente são.

Como a verdadeira natureza da realidade não pode ser conceituada ou explicada com palavras, “talidade” é um termo deliberadamente vago para nos impedir de conceituá-la.

A aparência das coisas no mundo fenomenal são manifestações de tathata. A palavra tathata às vezes é usada de forma intercambiável com sunyata ou vazio.

O Tathata seria a forma positiva do vazio – as coisas são vazias de essência própria, mas estão “cheias” da própria realidade, da essência. Uma maneira de pensar no Tathagata-Buddha, então, seria como uma manifestação de tal coisa.


Como utilizado nas Sutras Prajnaparamita, Tathagata é a inerente a nossa Natureza da, nossa existência; a base do Ser; Natureza de Buddha.

Referencia: pesquisas na internet.


Olene Ferreira Vilela

(Arquétipos e Terapias Cognitivas)

www.arquetiposdajornadapessoal.com.br

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